
Enquanto os jornais portugueses abandonam a ilustração como se fosse a peste, o inglês The Guardian usa-a cada vez mais. Um bom exemplo disso é o seu caderno G2 e a versão tipográfica que fizeram dos discursos de Obama. O Público, que faz tudo por tudo para ser o Guardian dos Pequenitos, devia-lhe seguir o exemplo também nisto. Tendo em conta que os ilustradores portugueses, desde Carrilho a Fazenda, têm aparecido nas melhores publicações internacionais (Fazenda aparece na última Eye), nem sequer se trata de obrigar a imprensa portuguesa a ser original – provavelmente morreria com o esforço –, mas simplesmente de copiar com diligência aquilo que de melhor se faz lá fora (inclusive aproveitar a ilustração portuguesa).