Mário Moura

Mundo Fantasma

In Crítica, design on Novembro 30, 2008 at 1:33 am

estrelas-5

Quase se podia falar de uma tendência: no espaço de quinze dias, surgiram no Porto duas galerias ligadas à ilustração. A primeira, a Dama Aflita, orienta-se para a chamada Ilustração de Autor, a segunda, a galeria Mundo Fantasma, está ligada à loja de banda desenhada com o mesmo nome. Inaugurou ontem com uma exposição do ilustrador Marcellus Hall, que trabalha regularmente para a New Yorker, tendo já feito uma das suas capas. Embora a intenção declarada da galeria seja expor banda desenhada, ao começar com um ilustrador clássico, abre, logo à partida, um campo de intervenção amplo e interessante que, até certo ponto, recupera, numa base mais regular, a tradição do Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto. Modesto em meios, o Salão conseguia expor, não só nomes internacionais da BD franco-belga, mas também uma série de pequenas editoras independentes como a Drawn & Quarterly ou Black Eye, conseguindo trazer um conjunto de autores muito interessantes, como Seth, Chester Brown, Adrian Tomine, Tom Hart, Ed Brubaker, Jason Lutes, por vezes anos antes de atingirem a consagração.

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