Mário Moura

História Design

In Crítica, design on Novembro 9, 2008 at 12:00 am

estrelas-3

The Language of Things, de Deyan Sudjic começa com uma chamada de atenção: nunca tantos de nós tiveram tantas coisas, enquanto as usamos cada vez menos – ecrãs de plasma em cada quarto das “nossas” casas; armários cheios até ao cimo com os “nossos” sapatos; fieiras de máquinas de remo onde nunca “nos” exercitamos. Mas quem é exactamente esse “nós”? Desconfio que, mesmo num livro sobre design, muito pouca gente se identificará com a afluência que este “nós” presume. E se o livro parece começar com uma crítica ao consumo, a própria forma como está escrito parece simular uma forma de consumo, saltando de objecto em objecto, de exemplo em exemplo, sem que nada seja verdadeiramente exemplificado, sem que se chegue a qualquer tipo de conclusão. A leitura vale sobretudo pela profusão das histórias, dos factóides e das anedotas que são individualmente interessantes mas que deslizam diante dos nossos olhos sem um fio de pensamento que as conduza, ou uma conclusão que as condense. Fica a sensação que a própria história do design se reduz a uma designer-history.

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