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Enquanto os jornais portugueses abandonam a ilustração como se fosse a peste, o inglês The Guardian usa-a cada vez mais. Um bom exemplo disso é o seu caderno G2 e a versão tipográfica que fizeram dos discursos de Obama. O Público, que faz tudo por tudo para ser o Guardian dos Pequenitos, devia-lhe seguir o exemplo também nisto. Tendo em conta que os ilustradores portugueses, desde Carrilho a Fazenda, têm aparecido nas melhores publicações internacionais (Fazenda aparece na última Eye), nem sequer se trata de obrigar a imprensa portuguesa a ser original – provavelmente morreria com o esforço –, mas simplesmente de copiar com diligência aquilo que de melhor se faz lá fora (inclusive aproveitar a ilustração portuguesa).
Curiosamente este verão tive a oportunidade de visitar na sede do The Guardian em Londres uma exposição de ilustrações publicadas no jornal. Nessa exposição, exista um texto que indicava que um dos seus ilustradores (salvo erro o primeiro) chegou a ser a pessoa mais bem paga no jornal. Quem diria!
[...] Ilustração no Guardian Grandes Armazéns do Design. [...]